quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O sentido da vida e a Literatura

Ontem, estava eu em meu curso sobre Roland Barthes... Minha professora falava sobre o livro Mitologias, que, ao contrário do que o título possa sugerir não trata de deuses gregos, romanos ou egípcios, e sim da cultura de massa, da cultura popular e da moda da década de 1950 (acho que a capa da edição que coloquei ao lado é bem ilustrativa). Como tudo que Barthes, Mitologias (não estou certo se há alguma tradução desse livro em português, simplesmente traduzo o título ao pé da letra) é um livro bem maluco em que ele analisa o que chama de mitos modernos ou os mitos de hoje, que vão desde o "casamento burguês" até os "marcianos"... (se não estou enganado; ainda não li o livro, só fragmentos, vai para a lista que já conta com mais de 500 títulos...).
Pois bem, a aula continua, o tempo passa e ainda discutindo acerca do mito do casamento burguês minha professora solta a máxima de que as pessoas querem casar, pois por algum motivo cultural acreditam que aquele é o dia mais importante de suas vidas (aliás, não foi exatamente a professora quem disse isso, a máxima surgiu da discussão da sala, mas enfim). Ou seja, as pessoas se casam na tentativa de dar um sentido a suas vidas... Ou de ter ao menos um dia em que são realmente importantes, como disse uma de minhas colegas...
Contudo, em meio a discussão surgiu a seguinte frase: "A vida não tem sentido, embora as pessoas sempre busquem lhe dar algum." Por outro lado, para Barthes a literatura tem sentido, uma vez que nela tudo pode ser explicado (e nisso estou totalmente de acordo).
Logo, eu cheguei à seguinte conclusão (eu e minhas teorias!), por meio de um silogismo bastante aristotélico (sim, eu andei lendo a Retórica):
  • A vida não tem sentido;
  • (Mas) na literatura tudo tem sentido;
  • (Como) não posso viver num mundo tão caótico em que nada faça sentido;
  • (Portanto) eu vivo a Literatura.
Não sei vocês, mas para mim isso explica tudo e resolve tudo... Isso me dá uma certa tranquilidade, pois sinto que estou no caminho certo.
PS: Acho que essa foi a postagem mais curta da história do Blog! XD
Ouvindo: Ameno, da Banda francesa Era.

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